Ei Electronics - Detetores de fumo, calor e CO

1.   O que é o monóxido de carbono?
O monóxido de carbono (CO) é um gás invisível, inodoro, insípido e extremamente tóxico. É absorvido pelos glóbulos vermelhos nos pulmões com preferência sobre a absorção de oxigénio, causando lesões rápidas no coração e no cérebro por falta de oxigénio.

2.     De onde vem o monóxido de carbono?
É produzido por aquecedores ou veículos alimentados a carvão, gasóleo, gás, parafina, madeira, etc. Geralmente, é removido de um edifício através de chaminés ou condutas de ventilação.
Há uma grande variedade de situações que podem levar a uma fuga de CO em sua casa, em vez de ser evacuado para a atmosfera.

Um permutador de calor rachado ou danificado no aquecimento central.
Esta é uma fonte de CO especialmente perigosa, pois os níveis de fuga são geralmente muito elevados. As fugas podem ocorrer como resultado da omissão da manutenção anual do aquecimento e, por vezes, da falta de manutenção adequada por parte do contratante ou instalador.

Condutas de ventilação desengatadas, rachadas, enferrujadas ou corroídas.
Mesmo nas casas que verificam o aquecimento central todos os anos, as condutas de ventilação podem não ser devidamente verificadas. Se uma dessas condutas/tubos estiver danificada ou rachada, permitirá uma fuga de CO dentro da casa. Muitos casos recentes de intoxicação por CO foram causados ​​por condutas inadequadamente instaladas.

Chaminé, tubos de ventilação ou aberturas bloqueados.
Esta é uma área que merece especial atenção, uma vez que uma ventilação inadequada é a principal causa da inanição de oxigénio, aumentando os níveis de CO. O Gas Consumers Council (GCC), agora Energy Watch, investigou exaustivamente o assunto.
Dois milhões de queixas foram registadas num período de 5 anos, sendo esta a queixa mais comum entre os clientes. Um estudo revela que a construção inadequada, os padrões de verificação de qualidade e a ignorância sobre o assunto são as principais causas.

Instalação inadequada do sistema de aquecimento.
Ultimamente têm ocorrido casos destes, em que a instalação inadequada de um sistema de aquecimento resulta numa fatalidade. Quando o caso foi investigado, descobriram que o instalador era o mesmo para outras 2000 caldeiras a gás, todas instaladas incorretamente.

Efeito de chaminé invertida.
Todos os problemas já listados podem causar um efeito de chaminé invertida. Isto acontece com caldeiras que distribuem o ar através de condutas de ar para todas as áreas da casa. Quando o sistema de ventilação não está a funcionar corretamente e é produzido CO, a caldeira não só usa ar para ajudar a combustão como também CO. Isto faz com que o CO circule para todas as áreas da casa através das condutas de ventilação.

Correntes invertidas.
O aumento do número de extratores numa casa, por exemplo, extratores nas casas de banho e aberturas na cozinha, em conjunto com casas de alto desempenho energético, podem criar uma pressão negativa na casa. Isto pode resultar numa inversão do fluxo de ar, causando a filtração de CO nas diferentes áreas da casa.
Normalmente, a gravidade das emissões de CO será pior para casas de alto desempenho energético, especialmente aquelas com vidros duplos. Isto elimina os fluxos de ar geralmente presentes em edifícios mais antigos que possuem um sistema de ventilação natural.

Aparelhos de aquecimento sem condutas de saída de gás.
Alguns sistemas de aquecimento não têm uma conduta de saída de gás, como fogões a gás ou fogões. Estes podem causar intoxicação por CO se forem usados ​​durante longos períodos de tempo, como ao aquecer uma divisão inteira.

3.     Quais são os sintomas de intoxicação por CO?
As altas doses de CO podem fazer com que uma pessoa desmaie e morra em questão de minutos. Pequenas doses podem causar sintomas de dor de cabeça, tonturas, cansaço, náuseas, vómitos e gripe.

Os sintomas de intoxicação mudam consoante os níveis de absorção no corpo humano. Embora a maioria das pessoas esteja consciente do perigo de altos níveis de CO, é menos comum estar ciente da importância do tempo de exposição. A exposição a um nível de CO relativamente baixo durante um longo período de tempo pode causar os mesmos sintomas do que a exposição a um alto nível de CO durante um curto período de tempo. O diagrama a seguir mostra a concentração média de CO medida em partes por milhão (ppm) e o tempo necessário para que os sintomas se tornem evidentes. O maior problema é que os sintomas de intoxicação por CO – dor de cabeça, tonturas e náuseas – podem ser facilmente confundidos com outras doenças, especialmente com uma banal constipação. Portanto, os médicos muitas vezes têm dificuldade em encontrar a verdadeira causa do problema antes que seja tarde demais.


EFEITOS DO MONÓXIDO DE CARBONO EM DIFERENTES CONCENTRAÇÕES

Partes por milhão (ppm) de CO
Tempo aproximado de inalação e sintomas


35ppm

é a concentração máxima permitida em períodos de exposição contínua de 8 horas, de acordo com a Associação de Segurança e Saúde no Trabalho (Occupation Safety & Health Association).
150ppm Dor de cabeça ligeira após 1,5 horas.
200ppm Dor de cabeça ligeira, cansaço, tonturas após 2-3 horas.
400ppm

Dores na parte frontal da cabeça após 1-2 horas, risco de morte após 3 horas. Máximo de ppm permitido em condutas de gás (sem ar) de acordo com a Agência de Proteção do Ambiente dos EUA (US Environmental Protection Agency).
800ppm Tonturas, náuseas e convulsões em 45 minutos. Perda de consciência em 2 horas. Morte em 2-3 horas.
1,600ppm Dor de cabeça, tonturas, náuseas em 5-10 minutos.
3,200ppm Dor de cabeça, tonturas e náuseas em 5-10 minutos. Morte em 25-30 minutos.
6,400ppm Dor de cabeça, tonturas e náuseas em 1-2 minutos. Morte em 10-15 minutos.
12,800ppm Morte em 1-3 minutos.


4.     Qual é a magnitude do problema causado pela intoxicação por CO?
Infelizmente, o número de mortes causadas por intoxicação por CO acidental é desconhecido. Muitos hospitais deixaram de guardar registos destes eventos há muito tempo, mas a última estimativa é de 200 mortes por ano (Reino Unido), com um número desconhecido de lesões não mortais.

Em 1994, um estudo envolvendo 250 casas mostrou que 10% das casas têm um nível de CO maior do que o esperado. Numa escala nacional, isto significaria que pelo menos 2 milhões de casas possuem níveis mais elevados de CO do que o nível seguro. Em 2006, um estudo da UCL revelou que 18% das casas incluídas no estudo tinham níveis de CO que excedem os estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde.

Outro ponto interessante revelado num estudo é que mais de metade das pessoas entrevistadas pensam que o CO tem um cheiro reconhecível que pode alertar os moradores sobre o perigo na habitação. Além disso, mais de 35% dos residentes admitiram que o aquecimento não teve manutenção em 3 anos.

Após estas descobertas, um grupo de médicos foi entrevistado. Foi-lhes pedido que diagnosticassem pacientes com dores de cabeça, tonturas e náuseas. Foi interessante descobrir que foram feitos muitos diagnósticos, mas nenhum médico sugeriu intoxicação por CO.

Quando o paciente apresentava constantemente os sintomas já mencionados, foi perguntado aos médicos se administraram um teste de carboxiemoglobina (hemoglobina resultante da união com CO). Quase todos os médicos disseram que não, e muitos não sabiam com certeza em que nível de carboxiemoglobina começarão a aparecer sintomas semelhantes aos da gripe.

A ação mais recente contra os perigos do CO foi a publicação por parte do Grupo Parlamentar da Segurança do Gás da House of Commons (House of Commons All Parliamentary Gas Safety Group) em setembro de 2006 de um relatório intitulado “Falar sobre um assassino silencioso – Consciencializar sobre os efeitos do CO”. O relatório levantou muitas questões sobre o perigo da intoxicação por CO nas residências. Extratos do relatório:

-       Um problema que pode ser evitado ainda está a causar muitas mortes e feridos.
-       Uma única morte causada por intoxicação por CO é demasiado.
-       Para combater a intoxicação por CO, é essencial melhorar a deteção de CO pelo serviço de emergência e aumentar a quantidade de detetores fiáveis ​​nas casas.
-       Todas as habitações deveriam ter um detetor de CO com um alarme sonoro.
-       Apelamos a todas as empresas de seguros e hipotecas a considerar incluir a instalação de um detetor de CO como parte dos requisitos para a concessão de créditos hipotecários e de seguros.
-       O Serviço Nacional de Saúde irlandês (Health Service Executive, HSE) desempenha um papel importante. Pressionamos o HSE para implementar um objetivo de zero mortes por intoxicação por CO.
-       Stacy Rogers (Dominic Roger Trust) propôs que todos os detetores de CO fossem obrigatórios para casas alugadas.

5.   Como posso proteger-me a mim e à minha família do CO?
Instale detetores de CO e teste-os regularmente para que todos os membros da família se habituem ao som do alarme. Informe-os sobre os sintomas de intoxicação por CO. Certifique-se de que o seu aquecimento é verificado regularmente e a sua ventilação não está bloqueada.

6.     Por que preciso de um detetor de CO?
Muitas pessoas morrem todos os anos e muitas mais são feridas e apresentaram sintomas de intoxicação por CO. Se o CO não estiver devidamente ventilado, devido a uma chaminé bloqueada ou a um mau funcionamento do sistema de aquecimento, podem ser produzidos níveis perigosos de CO e filtrados dentro da casa em vez de serem ventilados. Estamos mais vulneráveis ​​quando dormimos ou quando descansamos à frente da chaminé.

7.     Não tenho nenhum aquecedor de combustão a gás. Preciso de um detetor de CO?
Mesmo que os aquecedores a gás sejam uma das principais fontes de CO quando não forem devidamente controlados e mantidos, não são a única fonte de CO. Outros sistemas de combustão que funcionam com combustível sólido, gás engarrafado, parafina, madeira, combustível, gasolina, carvão, etc. também produzem CO.

8.   Como funcionam os detetores de CO da Ei?
Existem diferentes modelos de detetores, com diferentes funcionalidades e diferentes modos de funcionamento. Todos os detetores de CO da Ei incluem uma nova geração de sensores eletroquímicos comprovados. Este tipo de sensor é de baixo consumo, sendo ideal para detetores alimentados a pilhas. O sensor funciona através de uma ação catalítica dando uma resposta diretamente proporcional à quantidade de CO presente. Possui um mínimo de 5 anos de vida útil, com boa imunidade aos gases poluentes.

9.   Onde devo instalar o detetor de CO?
O Código de Prática (COP) BS EN 50292, um guia de seleção, instalação, uso e manutenção para detetores de CO, afirma que “não é possível fornecer um guia específico para a localização exata de um detetor de CO”. No entanto, diz que, se o detetor estiver na mesma divisão que o aparelho de combustão e for colocado no teto, deve estar a pelo menos 300 mm de distância de qualquer parede. Acrescentamos a recomendação de manter 300 mm de espaço livre com qualquer outra obstrução, como uma lâmpada de teto. O COP também afirma que, se o detetor estiver colocado numa parede, deve estar a pelo menos 150 mm de distância do teto e nunca numa porta ou janela. Tanto no teto como na parede, o detetor de CO deve estar entre 1 a 3 metros (medidos horizontalmente) de distância da potencial fonte de CO. 

O detetor de CO não deve ser instalado:
-       Num espaço fechado, por exemplo, um armário
-       Onde possa ser obstruído por móveis
-       Diretamente ao lado do lava-louça
-       Ao lado de uma janela, porta, extrator, ventilador ou grelhas de ventilação
-       Onde a temperatura possa ficar abaixo dos -5 °C ou exceder os 40 °C.

10. Quantos detetores de CO devo instalar?
A norma BS EN 50292 recomenda que, idealmente, deve instalar um detetor em cada divisão que tenha um sistema de combustão a gás. No entanto, se tiver mais do que um sistema, mas apenas um detetor, deve considerar as seguintes áreas de prioridade quando escolher uma localização dentro de casa:

-     Divisões sem condutas de ventilação;
-     Divisões onde os moradores passam mais tempo;
-     Divisões onde os aparelhos a gás estão a ser mais usados.

O guia sugere que considere a instalação de detetores em divisões onde não há aparelhos de combustão a gás, mas os residentes passam muito tempo ou não conseguem ouvir os alarmes localizados noutras divisões. Estas podem ser salas de estar ou quartos. Nestas divisões, recomenda-se a instalação de detetores na parede e a uma altura normal de respiração.

11. Por que o tempo de ativação do alarme depende da concentração de CO?
O microchip incluído no detetor calcula o nível tóxico de CO/tempo de exposição de forma semelhante ao corpo humano. Dá sinais de alerta tanto para altas concentrações de CO em intervalos de tempo curtos como níveis baixos durante longos períodos de tempo. As exposições a CO curtas sem efeitos nocivos são ignoradas.


12. Como os detetores da Ei Electronics percebem a presença de CO, cumprindo a norma BS EN 50291?
Quando um detetor deteta níveis de CO potencialmente perigosos, uma luz vermelha localizada na tampa do detetor pisca. O alarme só se ativará se os níveis de CO continuarem ou aumentarem. A seguinte tabela mostra como o alarme responde aos diferentes níveis de CO/tempo de exposição:

Nivel de CO en ppm Luz vermelha Funcionamento da sirene
50ppm Pisca 1 vez a cada 2 segundos Entre 60 e 90 minutos
100ppm Pisca 2 vezes a cada segundo Entre 10 e 40 minutos
300ppm Pisca 4 vezes a cada segundo Em menos de 3 minutos


13. É possível ter falsos alarmes?
Têm sido feitos muitos esforços para que o detetor não seja sensível a produtos químicos de uso doméstico. No entanto, os detetores podem ser ativados se for deliberadamente soprado fumo de cigarro para a unidade, ou no caso de aerossóis, pinturas ou materiais semelhantes serem utilizados ​​perto dos mesmos. Todos os detetores de CO da Ei estão equipados com um botão de teste/silêncio que, quando pressionado durante baixos níveis de CO, silencia o alarme por aproximadamente 5 minutos. O detetor volta em “modo de espera”. Por razões de segurança, o botão de silêncio não funciona se forem detetados níveis perigosos de CO.

14. Com que frequência devo testar os detetores de CO? É necessária alguma manutenção?
O detetor de CO deve ser testado semanalmente pressionando o botão de teste. O exterior do detetor pode ser limpo com o pequeno bico do aspirador e com um pano húmido.

15. Em caso de alarme, como posso distinguir o detetor de CO do detetor de fumo?
A gama de detetores de CO da Ei possui uma sirene diferente do sinal contínuo e rápido dos detetores de fumo. A sirene que indica a presença de CO emite 3 bipes seguidos de uma pausa.

16. O que devo fazer quando o alarme é ativado?
-       Abra as portas e as janelas para ventilar a área.
-       Pare de usar o sistema de aquecimento/combustão: desligue-o, se possível.
-       Evacue a propriedade deixando as portas e as janelas abertas.
-       Ligue para o número de emergência do seu fornecedor de gás ou de outro combustível. Mantenha sempre esse número num lugar visível e facilmente acessível.
-       Não entre na propriedade até o alarme se desligar.
-       Procure imediatamente cuidados médicos se alguém tiver sintomas de intoxicação por CO (dor de cabeça, náuseas, tonturas) e informe os médicos sobre a possibilidade de intoxicação por CO.

17. O aparelho consegue detetar outros gases?
O detetor de CO está especialmente calibrado para detetar apenas CO. NÃO IRÁ DETETAR a presença de gás natural (metano), propano, butano ou outros gases/combustíveis. Daí a necessidade, de acordo com os requisitos, de usar um detetor específico para outros gases que possam estar presentes, além do detetor de CO.

18. Posso usar um detetor de CO em vez de um detetor de fumo?
NÃO! Os detetores de CO não são adequados como detetores de fumo de alerta precoce. Alguns incêndios produzem CO, mas as características de resposta dos detetores de CO são tais que não poderiam alertar suficientemente em caso de incêndio. Para proteção precoce contra incêndios, use detetores de fumo ou de calor.

19. Por que os detetores de CO são mais caros do que os detetores de fumo?
A tecnologia usada para os detetores de CO da Ei é muito mais complexa e sofisticada do que a utilizada para os detetores de fumo. Existem detetores de CO mais baratos e menos sofisticados, mas geralmente são menos fiáveis ​​e propensos a dar falsos alarmes.

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